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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Atração do dia 26/08 - "Cartas de Rodez" (Amok/RJ)



“Não quero que ninguém ignore meus gritos de dor e quero que eles sejam ouvidos”. 
Antonin Artaud

O espetáculo é uma seleção de cartas do ator, poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud à seu psiquiatra, Doutor Ferdière, durante o período em que esteve internado como louco no manicômio de Rodez, de 1943 a 1946.
As cartas são um diálogo desesperado de Artaud com seu médico e, através dele, com toda a sociedade.
No espetáculo, não procuramos imitar Artaud nem nos separar completamente dele. Trata-se de uma transposição para a cena do poeta e de sua situação.
A construção deste espetáculo nos levou a estabelecer um diálogo teatral entre Antonin Artaud e Etienne Decroux: dois homens pertencentes à mesma geração, que romperam com seus predecessores e fundaram o trabalho do ator sobre uma ciência precisa e rigorosa do corpo. Quisemos confrontar suas pesquisas, suas visões, imaginar o ator como um hieróglifoanimado, desenhando o espaço com seus gestos e golpeando forte o ar com o sopro. 



Cartas de Rodez estreou em 1998 no Instituto Philipe Pinel no Rio de Janeiro e recebeu o prêmio Shell de Teatro de melhor direção para Ana Teixeira e melhor ator para Stephane Brodt.
O espetáculo recebeu também o prêmio Mambembe de melhor espetáculo, além da indicação de melhor direção para Ana Teixeira.

"'Cartas de Rodez' é um espetáculo emocionalmente e excepcionalmente cuidado. É teatro no que ele faz de melhor: por intermediário de uma rica experiência estética, nos ensina (latu sensu) um pouco mais a respeito de comportamentos humanos e conduz à reflexão."
Barbara Heliodora - O Globo / Rio de Janeiro


"Ana Teixeira realiza um trabalho simplesmente notável. Trata-se de uma montagem irretocável e que nos leva a crer que estamos diante de uma encenadora com belíssima trajetória a sua frente. Quanto a Stephane Brodt, o público carioca tem a rara oportunidade de ver em cena um ator, na plena acepção do termo. Brodt possui vastíssimos recursos, tanto vocais como corporais e a isto somarmos uma impressionante capacidade de entrega, o resultado só poderia ser uma atuação que o espectador jamais esquecerá. Simplesmente imperdível."
Lionel Fischer - Tribuna da Imprensa / Rio de Janeiro

"A dualidade é interpretada a fundo por Brodt, num impecável trabalho onde o físico e o gestual foram medidos com exatidão, sem exageros, apoiados no domínio da voz, além dos delírios de Artaud."
Graciela Pedraza - La Voz del Interior / Argentina



Autor: Antonin Artaud
Tradução: Llilian Escorel
Adaptação: Ana Teixeira / Stephane Brodt
Direção: Ana Teixeira
Elenco: Stephane Brodt
Cenário: Ana Teixeira
Iluminação: Wilson Reiz / Stephane Brodt
Música: Charles Ives,  Shostakovich.
Figurinos: Amok Teatro
Projeto gráfico: Paolo Lima
Divulgação: Pangéia Comunicações
Fotos: Renata Collaço

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Atração do dia 25/08 - "O Dragão" (Amok/RJ)




"Dois sonhos podem se mover livremente sob um mesmo céu?"
Mahmoud Darwich



O espetáculo O Dragão é uma criação sobre o tema da guerra, a partir de fatos e depoimentos reais. A pesquisa inicial nos levou a diversas regiões, até chegarmos ao trágico conflito entre israelenses e palestinos. Neste pequeno território no coração do Oriente Médio é travada uma guerra que se tornou emblemática de muitas outras. 
Através do olhar de quatro personagens - dois palestinos e dois israelenses - abordamos a intimidade da dor infligida pela guerra. Quisemos quebrar a visão distanciada da mídia e da análise dos especialistas, que nos apresentam os fatos, para fazer surgir personagens. Interrogar a realidade através do que eles vêem e sentem, fazendo ouvir as vozes que pouco escutamos.



Propusemos olhar esta complexa situação entre israelenses e palestinos, sem nenhuma hierarquia, nenhuma classificação. O que colocamos em jogo são testemunhos de destinos confiscados pelo horror. Procuramos revelar o interior das pessoas nesta experiência comum da dor, onde as diferenças não separam mais, mas simplesmente nos distingue e religa.
O Dragão é um espetáculo sobre o diálogo e a paz; sobre a possibilidade de encontrar atrás da crueldade e da violência uma real humanidade.
O espetáculo estreou em 2008, foi indicado pelo jornal O Globo como um dos melhores espetáculos do ano e foi indicado ao prêmio Quem de melhor ator para Stephane Brodt e melhor atriz para Fabianna de Mello e Souza.



"Comovente Apelo ao Entendimento - Impondo à cena uma dinâmica seca e austera, Ana Teixeira constrói um espetáculo memorável, sob todos os aspectos. No tocante ao elenco, Fabianna de Mello e Souza desempenha com segurança e vigor suas duas personagens, o mesmo ocorrendo com Kely Brito e Cassiano Gomes, em participações menores. Quanto a Stephane Brodt, o ator exibe performances inesquecíveis. (...) É realmente um privilégio assistir a um intérprete de execução que, invariavelmente, oferece tudo de si à plateia, conseguindo ao mesmo tempo emocioná-la e levá-la a refletir. A destacar também a vital participação de Carlos Bernardo, tanto no que diz respeito à música quanto a sua execução, fundamentais para o êxito desta montagem imperdível, que merece ser prestigiada de forma incondicional pelo público carioca."
Lionel Fischer - Tribuna da Imprensa / Rio de Janeiro

"Beleza Como Um Bom Instrumento de Reflexão - O Dragão é um espetáculo de grande impacto, de considerável beleza, que faz do teatro instrumento de reflexão, ao apresentar sem comentários - porém com grande consciência - a maldição que é a guerra. Deve ser visto por todos aqueles que ainda se interessam pela sobrevivência da Humanidade."
Barbara Heliodora - O Globo / Rio de Janeiro


Direção: Ana Teixeira
Montagem do texto: Ana Teixeira / Stephane Brodt
Elenco: 
Wafa e Nurit
Said e Shimon
uma palestina e Yael l      
um palestino
Fabianna de Mello e Souza
Stephane Brodt
Kely Brito 
(em alternância com Rosana Barros)
Cassiano Gomes (2008)
Thiago Guerrante (2009)
Bruce Araujo

Música:

Carlos Bernardo (2008)
Beto Lemos (em alternância com Rudá Brauns)
Assistente de direção: Kely Brito
Iluminação: Renato Machado 
Figurino: Stephane Brodt
Cenário: Ana Teixeira
Projeto gráfico: Paulo Lima
Costureira: Dora Pinheiro
Cenotécnicos: Equipe Hélice, Adílio Atos e André Sales
Professora de árabe: Samaher Omran Muhmed
Professora de hebraico: Miriam Weitzman
Produção: Galharufa Produções
Produção Amok Teatro: Erick Ferraz 
Instrumentos: Alaúde, Darbuka (percussão); Bodhran (tambor do Paquistão); Viola de Gamba.





quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Atração do dia 24/08 - "Histórias de Família" (Amok/RJ)


“Histórias de Família” é a última parte do projeto “Trilogia da Guerra”, que também inclui os espetáculos “O Dragão” e “Kabul”. Nesta trilogia, o Amok Teatro apresenta três espetáculos independentes, três retratos da guerra, três diferentes experiências de linguagem cênica.
“Histórias de Família”, da dramaturga sérvia Biljana Srbljanovic, trata da guerra a partir do olhar da infância. Nas ruínas da Iugoslávia destruída pela guerra, quatro personagens brincam de família, reproduzindo o comportamento delirante de adultos desorientados. Pouco a pouco revela-se a lógica da guerra, criada e mantida pelo poder político, que se manifesta em todos os níveis da sociedade. Por meio das brincadeiras, são percebidas fraquezas e medos. O jogo termina e logo tudo recomeça. A violência da brincadeira substitui a dos combates e, nesse ritual, à imagem do clima político, a tensão entre todos é extrema.

O espetáculo fala de uma sociedade saturada de ódio, que a violência e o nacionalismo levaram à ruína. Essas histórias são, ao mesmo tempo, a imagem da situação da ex-Iugoslávia e a imagem de qualquer sociedade.
FICHA TÉCNICA
Texto: Biljana Srbljanovic
Tradução: Ana Teixeira e Jadrana Andjelic
Direção e Adaptação: Ana Teixeira e Stephane Brodt
Elenco: Bruce Araujo, Christiane Góis, Rosana Barros e Stephane Brodt
Iluminação: Renato Machado
Cenário e Figurino: Stephane Brodt
Concepção Audiovisual: Eveline Costa
Trilha Sonora: Amok Teatro
Operação de Luz: Rodrigo Maciel
Operação de Som: Telma Lemos
Fotos: Andréia Teixeira e Ângelo Antonio Duarte
Produção: Erick Ferraz

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atração do dia 22/08 - "Cisco" (Grupo Echo/Maringá)


Fundado por Nara Dutra em 2010, em Maringá, o Grupo ECHO (EXPERIÊNCIA CONTEXTUALIZADA DO HOMEM) estreiou no Convite à Dança em setembro de 2010 com sua primeira concepção  coreográfica, “CISCO”. Com música assinada por Milton Nascimento, Zeca Baleiro, Oswaldo Montenegro e Lenine, roteiro de bailarinos intérpretes e coreografia de Nara Dutra, o balé ficará um mês em cartaz no Convite à Dança e percorrerá o Festival de Bento Gonçalves-RS. Um êxito que se pretende converter na concretude de uma sede própria, inaugurada em 2006. Mas, se a empatia com o público, o entusiasmo da crítica e o sucesso de bilheteria forem imediatos, a conquista de uma identidade artística própria, a sustentação de um padrão de excelência e a construção de uma estrutura capaz de garantir a continuidade deste Grupo a uma companhia de Dança Profissional em Maringá e o estabelecimento de metas de longo prazo serão frutos de árduo trabalho cotidiano.



Hoje, representado por 13 bailarinos, o Grupo de Dança Echo dá origem a Espetáculos de Dança Laboratoriais, sem que se perca de vista os traços distintivos do Grupo.
 
Direção Artística: Nara Dutra
Concepção Coreográfica, Cenográfica e Figurinos: Nara Dutra
Música: Milton Nascimento, Zeca Baleiro, Oswaldo Montenegro, Zélia Duncan e Lenine.
Bailarinos: Alexandra Delgado, Anderson Assumpção, Beatriz Galli, Isadora Prado, Fernanda Carvalho, Flávio Magalhães, Karenn Ticianel, Kelly Batista, Loraine Dutra, Naiara Coelho, Natália Almeida, Marcely Bressan, Tainara Bizoto








"O Rito" (Ingmar Bergman, 1969)



O Rito lida com uma trupe viajante chamada “Les Riens”, que são processados e convocados a uma interrogação, pois um de seus números é considerado grosseiramente indecente. Eles são confrontados com as acusações do juiz, que são extremamente vagas. A interrogação do juiz é dura e implacável, humilha os artistas e também os confunde, abalando a auto-confiança do grupo, que passa a se perguntar: “Quem somos nós? Qual é o significado das nossas vidas, isto é, da nossa arte?” 



Em uma série de cenas de grande tensão e poder dramático, Bergman deixa que os três artistas revelem a si mesmos para o espectador. Em cenas de paixão, de sangue, de escuridão, que são ocasionalmente quebradas por fragmentos de esperança e consolação, o autor oferece uma visão do que significa “ser um artista” e também do caráter sagrado e amaldiçoado da arte. 




"O Rito" (Riten) 
Ingmar Bergman
1969 / Suécia
Duração: 72 min
Recomendação: 16 anos


"O Rito" será exibido hoje em sessão especial às 23h50, no Cineflix Cinemas do Maringá Park. Entrada franca. 


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Atração dos dias 22 e 23/08 - "Quem Não Sabe Mais Quem É, O Que É e Onde Está, Precisa Se Mexer" (Cia. São Jorge de Variedades/SP)


    
      Espetáculo criado em 2009 num projeto apoiado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo, “Quem Não Sabe,...” recebeu o Prêmio Shell na Categoria Especial por sua pesquisa e criação  e foi eleito a  “Melhor Estréia Teatral de São Paulo em 2009” pelo jornal Folha de São Paulo. Após três bem sucedidas temporadas na Barra Funda, em São Paulo, o espetáculo circulou pelo Brasil apresentando-se  em festivais (FIT Rio Preto – S. José do Rio Preto, Tempo Festival das Artes - Rio de Janeiro, Festival Nacional de Teatro da cidade do Recife e FIAC Bahia – Salvador).   Em 2011, o espetáculo recebeu o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Circulação de espetáculos, realizando 10 apresentações em diversas cidades do Norte do Brasil. Em seguida, o espetáculo foi contemplado pelo projeto Ocupação Caixa Cultural,realizando temporada nas cidades do Rio de Janeiro e Brasília. Em 2012 o espetáculo viaja á Europa se apresentando á convite de 02 importantes Festivais Internacionais de Teatro de Portugal  o 35° FITEI 2012 (Porto x Guimarães) e a MOSTRA SÃO PALCO (Coimbra).


Sucesso de público e crítica, depois de mexer com as ruas do bairro da Barra Funda, em São Paulo e circular por diversos festivais Nacionais e Internacionais de Teatro, o espetáculo QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER chega a Maringá.  Com direção de Georgette Fadel, a peça ganhou forma a partir da pesquisa e improvisação sobre o universo de Heiner Müller. As peças do autor alemão, suas entrevistas e a intensidade de seu discurso são elementos que dão o tom ao espetáculo.

Em pouco mais de uma hora de peça, três atores: Mariana Senne, Marcelo Reis e Patrícia Gifford transformam o discurso de Heiner Müller em situações muito próximas do público. A direção musical de Luiz Gayotto também transforma algumas partes densas dos textos em imagens sonoras. Para Georgette Fadel, que assina a quarta direção na Cia, a poesia de Müller encantou todos os integrantes. “A simpatia foi imediata, principalmente por ele ser considerado o herdeiro e interlocutor de Brecht, por quem somos apaixonados”, conta a diretora.

Intervenção Permanente
A ação de QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER começa na rua, onde os três atores se encontram e levam o público até a lúdica e bem elaborada cenografia de Rogério Tarifa, um apartamento, ou melhor, um “aparelho revolucionário”. "Buscamos criar, de maneira metafórica, num apartamento, nossos mecanismos cotidianos, seus aspectos positivos e negativos e tentamos revelar alguns mitos e forças que permeiam nossa rebeldia, tédio e esperança de um mundo melhor", completa Georgette Fadel.

Complexo, mas acessível
Nos últimos 14 anos a Cia São Jorge de Variedades vem fazendo encenações e incursões em lugares alternativos: como albergues e a própria rua, absorvendo os personagens do local em suas encenações. Agora, é a vez do mais polêmico dramaturgo da pós-modernidade, o alemão Heiner Müller, considerado o herdeiro de Antonin Artaud e Bertolt Brecht. "Heiner Müller é complexo, mas colocado sob olhar simples, com jogo cênico, torna-se acessível", diz a diretora, “ele coloca nos textos o amargo de revoluções, explicitando a complexidade de nossos vícios e o contemporâneo de nossas frustrações, em textos muitas vezes jogados ao público como uma metralhadora.”

Georgette continua: “Sabemos que a revolução não foi fracassada e sim reprimida! Rosa Luxemburgo, por exemplo, foi brutalmente assassinada e jogada em um rio. Nossa geração, ou parte dela, cresceu ouvindo falar do fracasso da Revolução, o fracasso do sonho, alimentada pelas idéias de inutilidade e incapacidade de se lutar por algo, aliada a falta de sentido da vida. Fizeram-nos acreditar nisso e grande parte de nossos dias passamos tentando recuperar a certeza de que somos fortes e as coisas podem ser e serão transformadas. Nessa nova montagem a São Jorge se coloca dentro de um apartamento e pinta então, com lentes de aumento, o auto-retrato bem humorado, mas cruel. Temos  energia, vontade e clareza, mas estamos deslocados do centro da ação, presos nos muitos apartamentos. Do jeito certo, mas na hora errada e na hora certa, porém no lugar errado.”


HISTORICO DA COMPANHIA
Projeto coletivo, criado em 1998, com integrantes da Escola de Arte Dramática e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (EAD/ECA-USP). O grupo desde sua origem , visa estabelecer por meio de investigações permanentes, um processo de lapidação da cena bruta, utilizando-se de artifícios e procedimentos simples e artesanais. Caracterizado pela diversidade de linguagem como reflexo de seu modo de produzir, transitam por uma intensa pesquisa de espaço (fechados e abertos), musical, de maneiras de se relacionar com a platéia e de criação dramatúrgica. A dramaturgia tem como tema principal a discussão de questões éticas inerentes à diversidade e os paradoxos da cultura brasileira, desde sua formação, da colonização à contemporaneidade.

Nesses 14 anos de existência, a realização dos projetos de pesquisa e montagem de espetáculos, foi possível em sua maioria, devido ao aporte financeiro de editais/prêmios de artes cênicas das esferas Municipal, Estadual e Federal do Brasil. Os trabalhos se desenvolveram numa primeira fase em projetos de ocupação de espaços públicos e/ou culturais  e a partir de 2007 se desenvolvem na sede do grupo,no Bairro da Barra Funda, em São Paulo.

QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER
Criação e Dramaturgia – Cia São Jorge de Variedades a partir da obra de Heiner Müller. Direção – Georgette Fadel. Elenco – Marcelo Reis, Mariana Senne e Patrícia Gifford. Assistente de Direção – Paula Klein. Direção de Arte – Rogério Tarifa. Direção Musical – Luiz Gayotto .Direção de Produção e Administração – Carla Estefan. Cenotécnico e Contrarregras – Glauber Pereira. Operação de Luz – Rodrigo Ramos. Assistentes de Produção – Isabel Soares e Ademir Pereira. Colaboração – Andre Capuano. Duração – 90 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 16 anos. 


Atração do dia 20/08 - "O Sono Profundo dos Negros Venenos" (Grupo Teatro de Câmera/Maringá)



O poeta austríaco Georg Trakl (1887-1914), considerado um dos maiores nomes da poesia expressionista e voz marcante da língua alemã no Século XX, teve uma vida breve e conturbada. O vício em drogas e a relação com a irmã Grete, que parece ter sido seu único amor, consumiram-lhe o espírito e possibilitaram o nascimento de uma poesia visionária, marcada por rupturas e imagens de grande força. Como farmacêutico, alista-se no exército e presencia os horrores da guerra. Depois de um surto diante de um batalhão de estropiados que ele teria de cuidar, sem as mínimas condições, tenta suicídio e é impedido por alguns soldados. Durante sua convalescença num hospital, escreve “Grodek”, um de seus poemas mais importantes e pintura devastadora sobre a sua experiência militar. Pouco tempo depois, acaba se matando com uma overdose de cocaína e barbitúricos em 03 de novembro de 1914. Grete cometeria suicídio dois anos mais tarde.

A peça “O Sono Profundo dos Negros Venenos” se propõe a interpretar, à luz das dúvidas e contradições, esse passado de horror e desejo, criação e morte, através de interjeições sobre a vida e a poesia de Trakl e a possibilidade de torná-las vivas no palco.

Grupo: Teatro de Câmera
Texto: George Trakl e Paulo Campagnolo
Direção, iluminação, cenografia e figurino: Paulo Campagnolo
Direção Musical: Geraldo Ribas e Paulo Campagnolo
Elenco: Joaquim dos Santos
             Clara Zwecker
             Clóvis Moura
             Rafaela Haddad
Piano: Geraldo Ribas
Poemas de Georg Trakl traduzidos por Alexandre Flory



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Atração dos dias 18 e 19/08 - "Vincent Willem van Gogh" (Cia. Práxis/SP)

Foto: Camila Bianchi

Texto, atuação e direção de Alexandre Ferreira.
O espetáculo traz para o palco fragmentos da vida e da obra do pintor holandês, acompanhando sua trajetória artística e individual, apresentando para o público um dos grandes artistas pós-impressionista do século XIX.
Este trabalho propõe um “mergulho” no homem Vincent Willem van Gogh, suas complexidades e fragilidades, o contraste entre o artista e a sua obra, a loucura e a sanidade; uma reflexão sobre o significado da arte e do artista. Sua grande solidão.
Para a supervisão do trabalho de ator foi convidado o ator e diretor Emerson Danesi, do Centro de Pesquisa Teatral – CPT- SESC.
O texto é baseado nas cartas que Van Gogh enviou para seu irmão Théo, juntamente com o estudo dramático de sua vida e da análise da sua obra.
Foto: Camila Bianchi
A sonorização busca uma ligação entre o mundo interior e exterior de Van Gogh compartilhando seus sofrimentos e alegrias.
O cenário e os adereços referem-se a um possível quarto-atelier do artista. Num fundo todo “branco”, na tela onde são projetadas algumas de suas obras, Van Gogh quer pintar a vida, a humanidade, quer pintar uma ideia grande. Grandes pensamentos para preencher os espaços brancos e vazios, como se ele estivesse sempre criando, pintando, a todo instante.

“Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida. Eu quero a luz que vem de dentro, que as cores representem as emoções. Sei que isso é complicado demais; sei que é preciso me resignar; é bem verdade que muitos pintores ficam loucos, mas eu quero desenhar, eu quero pintar, eu quero fazer quadros! Existe algo dentro de mim!” – Vincent Willem van Gogh.


Foto: Ivan Pontes



Sinopse:
Após acordar de um terrível pesadelo, Vincent Willem van Gogh, sozinho em seu possível quarto-ateliê, reflete sobre a sua vida e a sua obra, compartilhando em meio a este turbilhão de pensamentos e emoções, cartas enviadas ao seu irmão Théo.

Sobre a Companhia:
A Cia. de Teatro Práxis é o principal núcleo de desenvolvimento teatral da Associação Cultural ReligArte, entidade formada há doze anos e que se tornou o grande centro de formação teatral da região de Jundiaí, agora em expansão pela cidade de São Paulo. Entre as peças encenadas, destacam-se "Memórias de Maria", "O Auto da Compadecida", "A Trágica História do Rei Édipo", “Romeu e Julieta”, "A Trajetória do Doutor Fausto" que ficou dois anos em cartaz e teve página de crítica escrita pela jornalista Beth Néspoli (09/06/2005 – página D-7 – Caderno 2) e de Michel Fernandes (Último Segundo), além dos espetáculos "Vereda da Salvação", que teve uma temporada de sucesso no Teatro Centro da Terra, em São Paulo; entre outros.

Foto: Camila Bianchi

Ficha Técnica
Cia. de Teatro Práxis
Texto, Atuação e Direção: Alexandre Ferreira
Supervisão de Ator: Emerson Danesi
Iluminação / Operação de Luz: Camila Fernandes
Sonoplastia / Operação de som: Fernando de Marchi
Cenário, figurino e adereços: Rosângela Ribeiro
Confecção Botas: Fábrica de sapatos São José
Costureira: Noeme Costa
Edição de Vídeo: José Luiz Fagundes
Pesquisa Cultural da Holanda: Daniella Verburg
Produção Geral: Fernando de Marchi
Foto: Camila Bianchi


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Atração do dia 17/08 - "Pequeno Tratado sobre a Morte" (Grupo Teatro de Câmera/Maringá)



Durante um interrogatório, uma mulher é impelida a reavaliar sua relação com o homem que abandonou. Dos detalhes do cotidiano, tornados épicos por força dos dramas que resvalam para o patetismo, à reflexão sobre a impossibilidade de continuar, sobrevém o desejo do suicídio. A atriz Jucélia Cadamuro e Paulo Campagnolo, autor e diretor da peça, realizam uma espécie de ensaio teatral, onde os papéis se confundem e se fundem, dando ao trabalho não apenas o caráter de exercício metalingüístico, mas bem como de anteparo ao próprio ato de colocar em cena um tema tão delicado.

Grupo: Teatro de Câmera
Texto, direção, cenário, iluminação e sonoplastia: Paulo Campagnolo
Figurino: Jucélia Cadamuro e Paulo Campagnolo
Elenco: Jucélia Cadamuro e
             Paulo Campagnolo


Fotos: Amanda Podanoscki



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Atração do dia 16/08 - "Peças" (Luiz Päetow/SP)

Foto: Ignes Arigoni


Espetáculo-solo do ator, diretor e dramaturgo Luiz Päetow, vencedor do Prêmio Shell por Music-Hall em 2010 e indicado por Abracadabra em 2011. Peças foi concebido originalmente pelo ator em 2005, marcando assim sua estreia na criação de monólogos performáticos: Peças, Cabeça de Medusa, Calando, Abracadabra, Ex-Máquinas e o mais recente Taeter.


para que contar uma história
já que já há jazigos de histórias


A obra é resultante de sua extensa pesquisa sobre a poética, absolutamente fora dos padrões, da artista norte-americana Gertrude Stein, 18741946, reconhecida mundialmente por detonar as mais importantes vanguardas, influenciando de Samuel Beckett a Hélio Oiticica, de Robert Wilson a Marina Abramovic. Dentre seus inúmeros textos, Päetow escolheu traduzir ao palco uma de suas palestras mais obscuras, escrita em 1934, publicada apenas postumamente e, até hoje, nunca havia sido encenada. A partir desta conferência, agora considerada um verdadeiro tratado sobre a performance, o espetáculo oferece uma meditação sobre o palco da vida em busca da essência teatral.

Um fluxo de raciocínio, nitidamente cubista, traduzido apenas através do corpo e da voz de Päetow. Os questionamentos provenientes destes choques cênicos impulsionam uma reavaliação de todo julgamento estético vigente. Enquanto muitos artistas, geralmente, saem pela tangente com uma ilusória releitura de velhos conceitos e regras, Gertrude Stein sempre cantou na contramão, discutindo os materiais de construção da gramática humana, soltando faíscas a partir de elementos primários, inusitados.
Foto:   Jorge Etecheber

Nas palavras do crítico Antonio Hildebrando: “Radical, sem concessões, o espetáculo PEÇAS corporifica no ator o desejo da autora, ainda buscado por muitos. Gertrude Stein invocava e tentava criar um teatro que fosse ‘atemporal’ ou ‘perpetuamente presente’. Esse teatro rejeitava preocupações tradicionais como crise-clímax, começo-meio-fim, prefiguração, desenvolvimento de personagens e intriga, em favor de um fluxo de existência. O espectador não tentará adentrar o mundo emocional de um drama desses; apenas o observará como observaria uma paisagem que estivesse simplesmente diante dos seus olhos.”

A invenção de uma experiência teatral deve ser mais urgente do que a mera representação de um evento ou a organização de uma história. Nossa mente é um teatro de possibilidades simultâneas, que investiga a si e aos outros espectadores para recriar a emoção. Logo, nossa mente é um campo a ser cultivado. E nesta peça-paisagem, o ator incorpora um inquisidor da nossa percepção. Será que a visão e o som têm relação com a emoção e o tempo? Qual será o papel da memória em uma ação? Um alerta para a responsabilidade da sensibilidade. O espetáculo joga com o ator saltando de ensaísta para intérprete, de fonte para veículo, de palestra para drama, da arte para ser humano.


a                arte            nasce                       quando morre a imitação



Päetow traduziu várias outras obras de Gertrude Stein: Gosto que isso seja uma peça de 1916, Um Exercício em Análise de 1917, O Rei ou Decorei (O Público é convidado a dançar) de 1917, Fotografia de 1920, Me Ouçam de 1936, Parto para a busca íon da eudentidade de 1938 e os poemas do livro Stanzas em Meditação de 1929-1933. Em 2006, ele produziu o Ciclo Gertrude Stein no SESC Pinheiros em SP, composto por uma série de encontros, onde encenou performances de peças e contou com a participação de alguns palestrantes.

Vale ressaltar que a encenação se mantém em perpétua construção. A cada novo espaço em que se apresenta, Päetow recria o desenho das cenas. Na primeira montagem em 2005, ele havia convidado o premiado encenador Marcio Aurelio (Agreste com a Cia Razões Inversas, Desassossego com Marilena Ansaldi) para assinar a direção. Então, ao longo dos anos e das várias temporadas, a obra vem sendo livremente transformada, de modo a permitir ao espectador um outro caminho de sensibilização, graças a uma dramaturgia primordial, fincada na emissão da voz e nas potências do corpo.

Segundo a crítica Beth Néspoli, no jornal O Estado de S.Paulo: “instigante solo de Luiz Päetow, como uma tela cubista.”


Foto: Érica Campos
Histórico do espetáculo
Realizou sua primeira apresentação no evento de inauguração do Teatro SESC-Santana em outubro de 2005. Realizou sua primeira temporada em 2006 no Teatro FAAP e, depois, no Teatro Oficina. Na sequência, foi convidado a participar do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e do Festival Internacional de Teatro de Porto Alegre. Em 2008, realizou uma nova temporada no Teatro Coletivo em SP e, em seguida, uma longa temporada no Teatro Ágora. Em 2011, reestreou novamente no Teatro FAAP. Em 2012, foi convidado a participar da Mostra de Teatro Contemporâneo em Maringá.

Ficha técnica

título PEÇAS
criação produção encenação atuação Luiz Päetow
dramaturgia a partir de texto de Gertrude Stein
duração 70 minutos
indicação 16 anos

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Atração do dia 15/08 - “Ocorrências” (Wellington Duarte-Luiz Päetow/SP)



Solo do bailarino Wellington Duarte, espetáculo de dança contemporânea, é a primeira direção em dança de Luiz Päetow, que encontra afinidades com o pensamento do filósofo, crítico e poeta francês Maurice Blanchot.
Contemplado pela Lei de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, OCORRÊNCIAS dá continuidade ao estudo-pesquisa de um pensamento de corpo que vem sendo construído pelo bailarino Wellington Duarte desde 1995, através de experiências e parcerias com diversos artistas, cujo foco de ação é a busca por uma corporalidade singular na construção cênica em dança. Agora, agrega o ator, diretor e dramaturgo Luiz Päetow, cuja parceria se dá pela total afinidade com a radicalidade de seu pensamento estético”, conta Wellington.
  Criador das primeiras versões de Prêt-à-Porter, projeto reconhecido na cena teatral paulista do diretor Antunes Filho, o ator, diretor e dramaturgo Luiz Päetow estreia como diretor de um espetáculo de dança. OCORRÊNCIAS, solo do bailarino Wellington Duarte. 



Pluralidade de caminhos
Em sua trajetória particular, Wellington Duarte promoveu um fazer-dizer do corpo, formulou questões no e pelo corpo, e construiu caminhos e qualidades corporais que vão além de  temas pontuais.  Este contínuo fazer tem elaborado algo mais físico organizado pensamentos e questões no corpo. Seu modo de processar suas criações encontra afinidades com pensamento do filósofo, crítico e poeta francês Maurice Blanchot, para quem um método é etimologicamente uma via, um caminho ou uma pluralidade de caminhos.
 “Segundo Blanchot, deve-se à experiência da criação a revelação de uma abertura que nunca se concretiza completamente: o caminho do artista se faz através de um movimento infinito em direção à Obra. O que não quer dizer que seja mera flutuação vã, mas sim que se comprometa com a permanente necessidade de investigação, de reinterpretação, de ação por vir. Assim, cada criação é um passo permanente em direção ao que não se deixa constituir enquanto tal, apenas desdobramentos”, explica o bailarino.






 Anarquia de movimentos
Para o diretor Luiz Päetow, OCORRÊNCIAS investiga a potência do desastre da cena, com os movimentos do corpo ressoando uma reflexão anárquica, uma sucessão de interferências invadindo o tempo e sendo invadidas pelo espaço. “O espetáculo não possui molduras narrativas, mas sim uma paisagem de movimentos insuspeitos e infinitos em direção à obra: nosso corpo, um boletim de ocorrências ambulante”, esclarece ele.

O diretor conta que no espetáculo o público poderá  ver o embate de movimentos, livres de uma personificação. “O corpo, sempre em deslocamento e sem repouso, é a matéria prima para os movimentos que não se completam e não possuem uma trajetória linear”, comenta Päetow. Uma vez que a obra não tem como ponto de partida um tema definido anteriormente, as demais materialidades que compõem OCORRÊNCIAS  espaço-luz-som –, nascem da íntima relação com os conceitos norteadores da pesquisa corporal, ou seja, as constantes provocações e  contaminações.

Luz e som
Vencedor do Prêmio Shell 2009 de iluminação pelo espetáculo Music-Hall, Päetow volta a criar novos mecanismos de iluminação para OCORRÊNCIAS. Serão cinco faixas deleds que se movimentarão pelo palco conforme os passos de Wellington, tudo feito artesanalmente e operado pelo próprio Päetow.
 Para a trilha sonora, Päetow criou uma música de ruídos e interferências sonoras que chegarão ao público por meio de cinco pontos distribuídos no palco e plateia. Figuram barulhos de objetos e aparelhos domésticos, e até trechos de um canto de Alessandro Moreschi, considerado o último “castrato” da história. “A ideia é oferecer ao público o acesso a uma zona de texturas, em perpétuo acidente. Tanto a luz quanto o som perfuram os movimentos corporais do Wellington. Os espectadores, então, como testemunhas, realizarão a última ocorrência.”



Sobre Wellington Duarte
Atua como dançarino, ator e performer. Principais trabalhos: Rútilo Nada, concepção e interpretação Donizeti Mazonas e Wellinton Duarte, direção de Daniel Fagundes (2009);Torso+Oco, concepção Wellington Duarte, direção de Donizeti Mazonas (2009); Por que Tenho Essa Forma?, direção de Zélia Monteiro, com o Núcleo de Improvisação (2009); Récita...de Um Movimento Só, concepção e direção de Wellington Duarte e Donizeti  Mazonas (2007/ 2008); Ascese – Pequeno Tratado sobre o Abismo ou O Jardim das Rochas, a partir da obra de Nikos Kazantzakis com pesquisa coreográfica de Zélia Monteiro e Wellington Duarte (2007/ 2006); performance Quadris de homem = carne/mulher = carne, da artista plástica Laura Lima, na exposição do Itaú Cultural O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira (2005); performance dirigida pelo diretor e coreógrafo japonês Hiroyshi Koyke, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo (2004) e Confraria Desnaturada, continuação da pesquisa inspirada na obra de Arthur Omar (2003/ 2004). Em 2001/ 2002 participou como bailarino, cantor e ator de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões (primeira versão por Iakov Hilel e segunda versão por Márcio Aurélio), com apresentações internacionais em Lisboa e no Festival Internacional da Cidade de Porto, em Portugal. Foi premiado com a Bolsa Vitae de Dança 1999, com a pesquisa do espetáculo Confraria Desnaturada, e participou da Cia Nova Dança com o espetáculo Da Sacada Tudo Passa a Ser Evento, com direção de Adriana Grechi, premiado com a Bolsa Vitae (1997). Também dirigiu e atuou em Tragédia Brasileira, espetáculo de dança-teatro baseado na obra homônima de Manuel Bandeira, sendo contemplado com a Bolsa Rede Stagium.




 Sobre Luiz Päetow
Ator, diretor e dramaturgo. Criador das primeiras versões de Prêt-à-Porter, projeto vencedor do Prêmio Shell, no Centro de Pesquisa Teatral-SESC, onde implantou o Círculo de Dramaturgia e trabalhou como ator e assistente de direção de Antunes Filho no espetáculo Fragmentos Troianos, premiado com o Shell e o APCA de melhor direção, excursionando pela Turquia e Japão em 1999. Fez também assistência de direção para Daniela Thomas no espetáculo Da Gaivota, com Fernanda Montenegro, Fernanda Torres e Antonio Abujamra. Em 2000, estreou sua primeira direção geral com a ópera The Fairy Queen, de Henry Purcell, apresentada no Teatro SESC-Anchieta. Protagonizou os espetáculos Leonce & Lena, de Georg Büchner, dirigido por Gabriel Villela; 4.48 Psicose, de Sarah Kane, por Nelson de Sá;  Palavras & Música e Cascando, de Samuel Beckett, por Rubens Rusche. Sempre com o foco na liberdade e radicalidade de expressões, vem desenvolvendo uma obra extremamente singular. Em 2006, criou o monólogo Peças, sua tradução para texto inédito de Gertrude Stein, com encenação de Marcio Aurelio, no Teatro Faap e abrindo temporadas em vários teatros e festivais. Em 2009, assinou direção, tradução, cenário e a iluminação para Music-Hall de Jean-Luc Lagarce, pela qual recebeu o Prêmio Shell de Teatro. Em 2010, realizou seu segundo solo, Abracadabra, com encenação, produção e dramaturgia próprias, indicado ao Prêmio Shell, apresentado no Teatro Sesc-Anchieta e em diversos teatros e festivais internacionais. Em 2011, lançou o terceiro solo, Ex-Máquinas, com sua autoria e direção geral, no Teatro Faap. Atualmente, está ensaiando Der Hausierer, um espetáculo alemão em Berlim com estreia marcada para o final de 2012, e preparando em São Paulo a estreia de TAETER, um projeto autoral com residência artística no Teatro da Memória - Instituto Cultural Capobianco, constituído por diversos solos, previsto para julho de 2012.

Ficha Técnica:
Concepção e Interpretação – Wellington Duarte. Direção Geral – Luiz Päetow.   Dramaturgia Corporal – Vera Sala. Cenografia, Iluminação e Música – Luiz Päetow. Fotografia – Silvia Machado. Produção Executiva – Vanessa Lopes/ Independente produção e arte. Assistente de Produção – Fernanda Perniciotti. Realização – Núcleo Entretanto da Cooperativa Paulista de Teatro. Duração – 50 minutos. Espetáculo recomendado para maiores de 14 anos.